Autoconhecimento: o primeiro passo

Conhecer a si mesmo é uma das habilidades mais importantes para o desenvolvimento e crescimento do indivíduo em todas as áreas de sua vida.

O Autoconhecimento é o primeiro passo para qualquer trauma ou problema, pois é nele que se encontra a base de todas as respostas – as perguntas certas.
E não há respostas sem perguntas, ou seja, sem visitar suas dores.

Tecnicamente falando, o autoconhecimento é um termo usado na psicologia para descrever as informações que um individuo utiliza conhecer a si próprio, e compreender suas emoções e padrões de comportamento.

Com meus textos até aqui, pude mostrar uma pequena parte de minha história e que me trouxe até o presente momento, nesse meu processo individual de autoconhecimento, que me fez mais esclarecido e em um eterno processo de cura e descoberta. E como disse, este é o primeiro passo.

Comigo foi bastante difícil e desconfortável no início, e acredito que seja assim com todos. Em um momento chave da minha vida, ou melhor, em vários e na soma deles, quando tudo pareceu sem sentido e perdi o chão, me vi vazio, sem nada, nenhuma perspectiva de futuro.
Mas entendi que podia começar a contar uma nova história com isso.

Então entrei nessa jornada interna de me perguntar. Esta tarefa foi fortalecida mais uma vez pela Antroposofia, que como no curso introdutório já avisou – teria mais perguntas do que respostas. E que bom é isso, afinal a consciência parte da discussão e da conversa, mesmo que interna.

Comecei a questionar tudo, a perguntar, para entender e compreender o que houve antes de tudo. E muitas coisas não tive respostas, infelizmente. Tive que aceitar que as coisas são como são, e que o resultado delas dependia mais do que eu gostaria do que o que fariam com isso.
Descobri nesse processo várias versões de mim, que até tentei resumir em dois, mas a verdade é que, mais uma vez afirmo, somos plurais. E está tudo bem nisso, pois são camadas que nos fazem ser o que somos, e que muitas vezes podem nos salvar de diversas situações difíceis.

Usar a Antroposofia como ferramenta para o autoconhecimento é um grande exercício que pode contribuir muito para identificar os nossos padrões de vida, entender as raízes das nossas escolhas e refletir sobre a possibilidade de um futuro melhor.

E foi assim comigo.
Me pesquisei profundamente, busquei ajuda, ouvi histórias e sigo compreendendo as atitudes e escolhas dos outros, principalmente familiares, para chegar no que me fiz hoje.

E é por isso que aconselho: faça o mesmo. Não negue suas emoções e questionamentos, traga-os com coragem para a luz e pergunte-se o que é possível fazer com isso.

No meu processo, além da minha busca interior e individual, usei de diversas ferramentas, baseadas no conhecimento. Da terapia convencional à consultas com psiquiatras, terapias complementares como body talk, constelação familiar, microfisioterapia e até mesmo alinhamento de chakras e astrologia.
E tudo foi importante, pois trazia mais e mais autoconhecimento sobre mim mesmo, e que tem me preparado para os próximos passos.

Um último conselho, se quisesse resumir todos os processos – sinta, sinta na mais pura dor ou alegria, raiva ou decepção, suas emoções, para não adoecer por uma vida inteira.

Vejo muitas pessoas a ignorar seus sentimentos e se silenciar diante de dores do passado, e hoje, existe uma infinidade de formas de curar isso. Mas a essência de todas elas é algo humano – o sentir, o não ignorar, o encarar a realidade e lidar.

Sinta-se inspirado a fazer isso: a encarar sua vida, e a mudar o que não lhe faz feliz.

〰️ 

 

Créditos de fotos: Debora IslasThiago Vicente
Edição e manipulação de imagens: Thiago Vicente

Referências de pesquisa de texto: Medium, Vittude, Editora Antroposófica